O triste talvez da paquera gay que fica só no olhar

Paquera gayPaquerar, flertar, azarar, ou seja lá que nome você dê para isso, é bom e todo mundo gosta. Ao trocar olhares com alguém, você experimenta a deliciosa sensação de desejar e ser desejado. E não há nada melhor do que olhares cruzados confirmando o interesse correspondido, não é verdade?

A parte ruim é que às vezes – ou melhor, na maioria das vezes –  esses instintos ficam só na vontade.  O boy passa por você na rua, vocês se olham, surge o interesse recíproco, mas ninguém dá o primeiro passo. O que acontece? Ele segue o seu caminho sem deixar rastro.

O Carlos, do blog Devaneios de um Jovem Gay, sabe bem como é isso. Ele já teve algumas trocas de olhares inesquecíveis que, infelizmente, não avançaram para a fase da abordagem.

Veja no relato (abaixo) as três vezes em que Carlos pensou “talvez tivesse valido apena ter conhecido ele”:

Eu sendo desejado

Um dia, entrando no ônibus, percebi que alguém ficou olhando pra mim. Primeiramente, não prestei muita atenção, contudo decidi retribuir o olhar (não vou deixar o carinha na merda não é? Além de desejo, troca de olhares é autoafirmação). Infelizmente, não pude passar mais tempo ali, tive que passar para a frente. Mas, durante esse curto espaço de tempo, percebi que o garoto estava interessando em mim.

Passando um pouco o percurso, ao descer do ônibus, decidi “confirmar” se realmente ele estava interessado em mim: Desço e espero o ônibus passar lentamente até chegar à parte traseira, e, por surpresa minha, eu e o garoto nos olhamos uma última vez.

De certa forma não havia me interessado. Porém, me vi um pouco nele, pois, pela primeira vez, vi alguém me desejar, e não o contrário. Fui andando até em casa pensando nisso…

Talvez tivesse valido apena ter conhecido ele…

Eu desejando

Tinha ido ao shopping, sozinho, para ir assistir a um filme. Terminado o filme, fui, como de costume, ao McDonalds comer o meu precioso “Cheddar”. Estava eu na fila quando vejo que um carinha deu uma olhada de relance para mim. De primeira, ignorei. Mas dei uma olhada mais detalhada para ele e isso foi o suficiente para acabar ficando gamado nele. Até hoje me lembro como ele era: mesma altura, mesmo estilo de cabelo, barbinha, branquinho, aparentava ter uns vinte anos, estava com blusa azul e bermuda xadrez bege com uns detalhes de azul bebê e verde.

Enquanto estava apreciando o boy magia, me veio um desejo imenso de falar com ele. Decidi esperar o momento certo, mas desviar a atenção foi o suficiente para nunca mais vê-lo. Ele saiu da fila do McDonalds sem que eu percebesse. Infelizmente, não tive a oportunidade de dar um “Oi” ou um “tchau”…

Talvez tivesse sido ótimo ter conhecido ele…

Eu desejando e sendo desejado

Tinha ido ao Benfica (shopping onde dá bastante gay de fortaleza) com meus primos para assistir a um filme. Enquanto estava na fila, acabei por reparar em um carinha de blusa verde com alguma imagem no meio da camisa que não me lembro bem, mas ignorei e segui em frente.

Fui comprar as pipocas e, por mistério do destino, ou simplesmente ao acaso, ele estava atrás de mim na fila. Beleza! Pego as pipocas, olho pra trás, ele olha pra mim, eu olho para ele, os dois ao mesmo tempo, e surge um sentimento de estranheza, talvez. Daí começam as trocas de olhares naquela bendita fila de cinema: eu olhando para ele, ele olhando para mim (porra, ele era lindo!), e… Eu entro no cinema.

Apesar disso, nunca vou me esquecer desse dia, pois foi tão “estranho”. Não sei se posso dizer que rolou uma química, mas que foi a melhor troca de olhares que tive, foi. Infelizmente, ou não, não sei, saio da sala de cinema e vejo-o de mãos dadas com uma mulher. Aaahh, essa minha maldita mania de reparar nos héteros! Apesar disso ainda desconfio dele.

Talvez tivesse sido a melhor coisa do mundo ter conhecido ele…

Talvez o Carlos, de fato, tenha perdido três ótimas oportunidades de conhecer alguém legal. Talvez não. Seja como for, a única forma de descobrir é dando a cara a bater.

Quem acompanha o blog Meu Boy Magia, provavelmente, já conhece a estratégia que eu ensino para criar coragem e abordar alguém.  Você não viu ainda? Então, clique aqui e descubra a tática dos três segundos.

Não fique só no olhar. Ao invés de esperar que ele tome a inciativa, haja! Os bofes, inclusive, valorizam essa atitude de coragem e determinação.

Confira também Os 5 Passos Para Abordar um Gay.

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