Se acabou, é porque não deu certo?

Você promete ser fiel,
Amá-lo e respeitá-lo,
Na alegria e na tristeza,
Na saúde e na doença,
Na riqueza e na pobreza,
Por todos os dias das suas vidas
Até que a morte os separe?

Tá bom, eu admito: não sou uma pessoa muito religiosa. Não vou à missa, não costumo orar, muitos menos contar meus pecados em um confessionário. Nunca me imaginei entrando vestida de noiva em uma igreja e confesso que ter o casamento abençoado por um padre também está longe de ser um sonho…

Mas, muito acima de tudo isso, o fato é que eu, definitivamente, não concordo com os tradicionais votos matrimoniais.

Como assim prometer estar junto por todos os dias da vida, até que a morte separe?

Claro que existem amores eternos. São raros, mas existem. Ainda assim, vejo como, no mínimo, hipócrita simplesmente garantir que esse será o caso na tão aclamada cerimônia de casamento.

Pessoas são pessoas, não pedras. Mudanças vão acontecer. Seja de vida, seja de filosofia, seja de ambiente geográfico.

Os tempos mudam. Os relacionamentos mudam. E, olha que coincidência, os sentimentos também mudam.

É óbvio que, no momento de oficializar uma união, as intenções são as melhores possíveis. Mas como jurar diante de Deus que aquele amor será para sempre?

Não será essa necessidade de eternidade, essa “vitória” que esperamos dos relacionamentos, precisamente o que nos sabota?

Tempo é relativo

A gente coloca muita expectativa em cima do tal “felizes para sempre”, sem se dar conta de que não existe uma regra matemática perfeita que prove a equação entre tempo e felicidade.

Você não fica em uma relação porque ela dura a vida toda. Você fica porque gosta, se sente bem e encontrou um porto seguro por ali. Da mesma forma, você pode estar com alguém há anos e, assim mesmo, não conhecer essa pessoa de verdade.

Conheço casais que começaram a namorar depois de uma semana e que hoje são infinitamente mais realizados que outros que esperaram meses, e até anos, para firmar compromisso.

O tempo é relativo.

Isso quer dizer que, se o seu “boy certo” for o cara ideal por um período – e não até que a morte separe –, não há nada de errado nisso.

Também quer dizer que, se um namoro terminou, não é por que ele, necessariamente, “não deu certo”. Nada precisa ser eterno ou seguir uma cartilha para significar alguma coisa.

Quem disse que, quando não é possível “ser feliz para sempre”, “não deu certo”? O que acontece com o amor, com a história vivida, com as lembranças, com as conquistas compartilhadas? Tudo isso desaparece?

Se virou história, é porque deu certo

O fim não significa fracasso. O fim não invalida o que veio antes. O fim é apenas um fim, de algo que teve um começo e um meio.

O que “dá certo” é viver uma relação real, de troca, com respeito, com amor. Ela pode durar um mês, um ano, dez, vinte… E, se durar até a morte, pode ter sido mais infeliz do que uma coisa breve que marcou.

Se virou história, é porque deu certo. Se trouxe risadas e boas experiências, é porque deu mais certo ainda. E não importa se isso aconteceu por uma semana ou por um ano.

Essa ideia de que um relacionamento foi um erro, só porque não foi muito longe, transforma nosso passado inteiro em um grande equívoco. Já pensou nisso? É como se nada de bom tivesse acontecido no tempo que passou.

Não era o tempo, era a expectativa

Não tente encontrar um culpado, nem se convencer de que viveu uma mentira. Você viveu momentos lindos e foi verdadeiro, sim. Mas nem tudo que é verdade dura a vida toda.

Acontece que nós aprendemos desde cedo com o cinema, com a televisão e com a literatura que amores são para sempre.

Daí esperamos o príncipe encantado aparecer montado no cavalo branco, pronto para nos resgatar da torre mais alta do castelo. E jurando paixão eterna, claro.

Tá aí o problema: querer ir na loja e encontrar nas prateleiras amores de filme. Prontos pra consumo. E com validade vitalícia.

Na vida real não é assim que funciona. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar… ou se apaixonar… ou se culpar…

Esqueça os contos de fadas. Esqueça o “happily ever after”.

Por um amor eterno enquanto dure

Enquanto ficarmos apegados ao mito “felizes para sempre”, não nos permitiremos aproveitar inteiramente e intensamente o que um relacionamento pode proporcionar.

Lembre-se da máxima de Vinicius de Moraes: “que seja eterno enquanto dure”.

Não busque alguém para ser feliz para sempre. Para sempre é muito tempo. Para sempre pode ser muito tarde.

Busque alguém para ser feliz agora.

A propósito, você está procurando namorado?

Já imaginou se alguém dissesse que é possível encontrar um namorado em 30 dias?

Pois é…

Preciso dizer para você que, sim, você pode estar namorando mês que vem.

Já aviso que não será fácil. Você precisará rever certas atitudes, quebrar paradigmas e se deixar envolver como nunca fez antes. Mas, sim, é absolutamente possível.

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